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Ascensão de Caio Eduardo: Do Vasco à Proeminência nos Emirados Árabes

Por Redação FutVasco em 16/03/2025 12:10

A Trajetória de Caio Eduardo: Superando Adversidades

A história de Caio Eduardo, um talento forjado nas ruas da comunidade de Acari, na Zona Norte do Rio de Janeiro, ecoa agora nos gramados do Al Ittihad Kalba, da elite do futebol dos Emirados Árabes. Aos 21 anos, este meio-campista, que desafiou prognósticos sombrios, revisita sua juventude marcada por dificuldades e exalta o papel crucial do Vasco da Gama na transformação de sua trajetória.

Caio relembra as palavras pessimistas que o assombraram na adolescência: "Os moradores lá da comunidade diziam que eu não ia passar dos 18 anos. Eu lembro de uma vez em que uma mulher falou para mim dessa forma: ?você não vai passar dos 18?". Contrariando as estatísticas, ele persistiu, impulsionado por um sonho e pela crença em seu potencial.

O impacto do Vasco em sua vida é inegável. "O Vasco mudou a minha vida, eu sempre falo isso. Ele mudou totalmente a minha vida", declara Caio, reconhecendo a importância do clube como um farol em meio às turbulências de sua realidade.

Desafios Familiares e a Força do Futebol

A ausência paterna, decorrente da prisão de seu pai em 2014, por envolvimento com tráfico de drogas, marcou profundamente a vida de Caio. "Ele não me viu crescer, ficou esses anos todos na prisão. A gente ia lá visitar ele, mas não tinha aquela coisa de pai e filho levando para brincar, sair, a gente não tinha isso", lamenta o jogador, que na época tinha apenas 11 anos. Apesar das dificuldades, Caio celebra a transformação do pai: "Hoje, ele virou crente e está trabalhando. A gente se fala direto. Ele tá até pregando, e quando eu o vejo pregando, os meus olhos enchem de lágrima".

A paixão pelo futebol nasceu na escolinha do Damila, em Acari, onde seu talento despertou o interesse de um professor que o encaminhou para o Vasco . Em São Januário, Caio ascendeu nas categorias de base, culminando com os títulos da Copa do Brasil e da Supercopa do Brasil Sub-20.

A adaptação ao clube, no entanto, exigiu sacrifícios. Aos 14 anos, Caio se mudou para o CT do Vasco , para evitar os transtornos causados pelas operações policiais em Acari. A saudade da família e dos amigos o levava a fugir da concentração, mas a persistência dos dirigentes e o apoio de seu empresário foram fundamentais para sua permanência.

A Estreia no Profissional e a Busca por Oportunidades

A estreia de Caio no time profissional do Vasco ocorreu em 2021, em uma vitória por 3 a 1 sobre o Resende, pelo Campeonato Carioca. "Eu até tentei dá um passe para o Cano, só que eu errei. Na época ele fazia pix para quem dava assistência para ele", brinca o jogador, demonstrando bom humor.

Apesar da alegria de vestir a camisa do Vasco , Caio lamenta a ausência da torcida no estádio, devido às restrições impostas pela pandemia de Covid-19. "Quando eu fui chamado para entrar, passou muita coisa na minha cabeça. Me lembrei da mãe de uma ex-namorada que disse que eu não tinha futuro, da mulher que falou que eu não ia passar dos 18 anos, que eu era muito abusado, passou um filme. Eu fui correndo e pensando em um monte de coisa. Só agradecendo a Deus", relembra emocionado.

A falta de apoio familiar também era um fator que o desmotivava. "Eu olhava para arquibancada e só estava lá meu irmão, minha prima, e eu via os pais dos outros jogadores falando ?vai, filho!?. E aquilo ficava na minha mente. Saía do jogo pensando que os meus pais não estavam ali me apoiando, eu ficava muito triste. Minha mãe nunca ligou para nada, ela sabia que eu jogava, mas não ligava. Depois eu percebi que era o jeito dela", revela Caio.

A Decisão de Deixar o Vasco e a Aventura nos Emirados Árabes

Em 2021, Caio deixou o Vasco em meio a divergências contratuais. Insatisfeito com as propostas salariais do clube, ele optou por buscar novos horizontes. "Eu nem imaginava jogar nos Emirados. Quando eu estava no Vasco , meu objetivo era jogar no profissional para torcida saber quem era o Caio, mas as coisas mudaram de repente. Na época, minha família dependia de mim e eu precisava mudar de vida. Naquele período, o Vasco não estava bem financeiramente. Não tinha uma diretoria como tem hoje. E, por isso, eu esperei o contrato terminar e saí", explica o jogador.

A situação financeira precária do Vasco na época, com uma dívida de quase R$ 730 milhões, culminou na aprovação da SAF e na venda das ações para a 777 Partners. A decisão de Caio de deixar o clube gerou críticas por parte de alguns torcedores, que o acusaram de mercenarismo.

O Carinho pelo Vasco e a Seleção Brasileira

Apesar da distância, Caio mantém um forte vínculo com o Vasco e não descarta um possível retorno no futuro. "Para eles, eu saí como um mercenário, mas eu voltaria para demonstrar meu futebol e contar minha história. A torcida precisa saber que não foi da forma como eles imaginaram. E imagina eu voltar e jogar com o Coutinho?", almeja o jogador, que tem contrato com o Kalba até dezembro de 2026.

Em 2019, Caio teve a honra de defender a seleção brasileira sub-16 em um torneio amistoso na Inglaterra. "A gente estava no ônibus voltando para São Januário e a galera começou a gritar me dando parabéns. Eu não estava entendendo nada, falei até que não era o meu aniversário. Aí eles mostraram a lista e estava lá o meu nome. Tomei até um susto. Liguei para minha família, comecei a pular de alegria", recorda Caio, emocionado.

Durante o torneio, ele enfrentou jovens talentos como Bellingham (Real Madrid) e Musiala (Bayern de Munique), uma experiência que o enche de orgulho e o motiva a seguir em busca de seus sonhos.

3 de 4Caio Eduardo em partida contra a França pela Seleção brasileira Sub-16 pessoal
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Comentado em 16/03/2025 16:30 É isso, Buiu! Orgulho do Vasco!
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Comentado em 16/03/2025 14:20 Buiu tá voando, quem diria que esse mlk ia brilhar lá no Oriente! Vasco, sempre no coração!
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