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Vasco Assume Postura Firme em Clássico: Análise da Decisão de Mandar no Nilton Santos
Por Redação FutVasco em 28/02/2025 12:40
Vasco Prioriza Identidade em Clássico Decisivo
A opção do Club de Regatas Vasco da Gama por sediar o primeiro confronto contra o Flamengo, válido pela semifinal do Campeonato Carioca, no Estádio Nilton Santos, continua a gerar debates acalorados. Pedrinho, figura central na gestão do clube, abordou o tema, assegurando que a decisão não é motivada por "birra" ou intenção de "arrumar briga", mas sim por uma necessidade de reafirmar a identidade do Vasco .
Em declarações à "TNT Sports", o presidente do Vasco justificou a escolha, argumentando que atuar no Maracanã, palco tradicional dos clássicos, faria com que o Vasco se sentisse como visitante, dado que o estádio é gerido pelo Flamengo. Essa percepção de não estar em casa, segundo Pedrinho, impacta diretamente na performance e na moral da equipe.
Pedrinho enfatizou que a intenção não é buscar vantagens esportivas através do mando no Nilton Santos, mas sim fortalecer a representatividade do Vasco . "Em nenhum momento foi colocado 'vou jogar no Engenhão porque acho que diminuo qualquer tipo de diferença sobre o Flamengo' que as pessoas estão colocando. 'Ah estão apequenando o Vasco '. Pelo contrário. A minha posição não está apequenando o Vasco . Pelo contrário, estou dando representatividade à instituição. Porque o Vasco , desde que eu entrei e assumi, não vai acatar decisões, ele vai participar das decisões", argumentou o presidente.
Diálogo e Decisão: A Estratégia por Trás da Escolha
O presidente vascaíno expressou o desejo de manter um bom relacionamento com os demais clubes do Rio de Janeiro, a Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (Ferj) e a Confederação Brasileira de Futebol (CBF), priorizando o diálogo em vez da confrontação. "Quero ter uma relação ótima com o Flamengo, Fluminense, Botafogo, com a Ferj, CBF. A gente precisa de diálogo, não briga. Como não teve diálogo, eu precisava de um local para jogar. E aí a gente solicitou o Botafogo. Quando a gente mandou o ofício para a Ferj e isso foi divulgado, já era tarde para qualquer tipo de outra situação porque a decisão já estava tomada", concluiu Pedrinho.
A decisão de mandar o jogo no Nilton Santos também envolveu uma consulta aos jogadores, revelou Pedrinho. Embora não tenha havido unanimidade, a maioria do elenco concordou com a mudança, considerando os aspectos técnicos do gramado sintético e a importância de se sentirem em casa.
"Quando a gente solicita (ao Botafogo), a gente tem uma consulta técnica. Não é uma decisão só administrativa. A gente está falando de um gramado diferente. Como tem uma decisão administrativa, mas uma interferência técnica, a gente tem que consultar os atletas. E a maioria, grande massa, decidiu pelo Engenhão", explicou o presidente do Vasco .
O Futuro em São Januário: Uma Batalha pela Identidade
O Campeonato Carioca impõe a divisão igualitária da torcida em clássicos, o que inviabilizou a realização da partida em São Januário. No entanto, Pedrinho manifestou o desejo de lutar para que o Vasco possa mandar seus jogos contra o Flamengo no estádio em futuras competições, como o Campeonato Brasileiro. "Obviamente que isso é um regulamento da Ferj, de ter torcida meio a meio, então já estava pré-estabelecido que não ia jogar em São Januário porque não tem como dividir meio a meio São Januário. Mas para o Brasileiro, e eu já falei com o meu CEO, Carlos Amodeo, é um desejo meu jogar na minha casa", revelou ele.
O presidente do Vasco defende que o clube tem o direito de jogar em seu próprio estádio, ressaltando a segurança e a tradição de São Januário em receber grandes clássicos. "O Vasco tem estádio e o Vasco recebe grandes clássicos de torcidas que nem sempre são amigas. Os clubes conseguem chegar, os ônibus chegam com tranquilidade, não tem briga ao redor do estádio. Por que o Vasco não pode jogar certos clássicos em São Januário? Isso vai ser uma das minhas brigas porque eu quero jogar em São Januário, eu tenho casa, eu tenho o direito de jogar ali. Nesse caso específico da Ferj, não, porque foi assinado um contrato que o estádio teria que ser meio a meio", concluiu.
A postura do Vasco , sob a liderança de Pedrinho, sinaliza uma nova era para o clube, em que a identidade e a representatividade são priorizadas, mesmo que isso signifique desafiar convenções e regulamentos estabelecidos. Resta saber se essa estratégia trará os resultados esperados dentro e fora de campo.
"Quando a gente joga como mandante no Maracanã contra o Flamengo, a gente só tem a nomenclatura de mandante, a gente não exerce nenhum processo de mandante", afirmou Pedrinho.
"A gente tem um número de assentos de visitantes, vaga de estacionamento de visitante, vestiário de visitante. E o Flamengo, como visitante, tem os processos de visitante. E a minha equipe se sente visitante num jogo de mandante. O único ponto é que meus jogadores precisam sentir que são mandantes do jogo. Não é birra, não é arrumar briga", completou.

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